Todos pela Pampulha

O que é essa governança

É o resultado de um Convênio de Cooperação celebrado entre o Governo de Minas Gerais e as prefeituras de Belo Horizonte e Contagem, com a interveniência da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), com participação de órgãos técnicos e setoriais. Esse arranjo formaliza uma prática que já existe há muitos anos: Estado e municípios trabalhando juntos pela Pampulha. Agora, esse esforço conjunto tem regras claras, metas pactuadas e mecanismos de transparência pública.

Bacia x Lagoa

A Lagoa da Pampulha é o que todo mundo vê. A bacia é o que quase ninguém vê, mas define o destino da lagoa. Quando um córrego da bacia recebe esgoto irregular, isso não é um problema “local”: essa água chega à lagoa. Quando um talude não é protegido e desaba depois da chuva, esse sedimento chega à lagoa. Quando há ocupação em área de risco sem infraestrutura adequada, isso aparece na lagoa.

A governança conjunta existe para tratar a causa — na bacia — e, ao mesmo tempo, recuperar o efeito — na lagoa. Isso exige decisões coordenadas entre saneamento, drenagem, fiscalização urbana, meio ambiente, regulação, planejamento territorial e uso do solo. Por isso, essa é uma mesa coletiva.

Como as decisões acontecem

O Sistema é estruturado para que decisões sejam tomadas de forma colaborativa, transparente e baseada em evidências técnicas.

  • Comitê de Governança (CG): instância deliberativa que define, aprova o Plano de Revitalização e Segurança Hídrica, pactua metas e indicadores, acompanha resultados e discute formas de financiamento.
  • Comitê de Gestão Integrada (CGI): coordena o trabalho técnico do dia a dia. Coordena as atividades de elaboração do diagnóstico e do Plano de Revitalização, propõe cronogramas, organiza as ações entre os órgãos, monitora a execução e prepara os relatórios de acompanhamento.
  • Grupos de Trabalho (GTs): equipes técnicas dedicadas a temas específicos — comunicação e transparência, diagnóstico e monitoramento, financiamento e parcerias, entre outros — para dar velocidade e profundidade às entregas.

Conheça a composição de cada grupo.

Planejamento e continuidade

O trabalho segue planejamento e prazo. Há um Plano de Ação Coletivo de Revitalização, com horizonte de quatro anos, revisões a cada dois anos e desdobramentos em planos bienais de trabalho. Esse plano define metas, responsabilidades e indicadores de resultados e dá previsibilidade para as ações de revitalização, segurança hídrica e sustentabilidade ambiental. Essa lógica impede que a Pampulha dependa apenas de ações emergenciais e garante continuidade mesmo com mudanças administrativas.